Estúdio YUCCA recebe a exposição "Em Tom Maior: Veneza não é aqui" com curadoria de Oscar D'Ambrosio
Com entrada gratuita, a coletiva promove um diálogo provocativo com o cenário das grandes bienais internacionais e reúne obras de 21 artistas em São Paulo.
São Paulo ganha um novo ponto de encontro para as artes
visuais neste mês de agosto. O Estúdio YUCCA, espaço cultural idealizado
por Bia Gueiros no bairro do Campo Belo, recebe a exposição coletiva "Em
Tom Maior: Veneza não é aqui". O coquetel de abertura acontece no sábado,
dia 8 de agosto, das 15h às 18h.
Com curadoria assinada pelo crítico e pesquisador Oscar
D'Ambrosio, a mostra estabelece uma reflexão instigante sobre o circuito
das artes globais. O texto curatorial toma como ponto de partida a 61ª Bienal
de Veneza, articulando as dinâmicas da cena paulistana em contraponto ao
prestigiado evento italiano.
A exposição apresenta obras de um expressivo time de
artistas contemporâneos: Adriana Gragnani, Alice d. Camargo, Ana Aly,
André Siqueira, Angelita Bento, Anna Ayres, Carlos Mota, Dalila Nascimento,
Elisa Murgel, Gilberto Marques, Juliana Remeikis, Junio Oliveira, Marly Cuoco,
Milena Brichesi, Rosangela Lelis, Sergio H., Silvia Generali, Solange Rabelo e
Tuka Martins. A edição concede ainda os Prêmios Destaque
aos artistas Cris Prado e Jorge Caxeado.
Serviço
Exposição: Em Tom Maior: Veneza não é aqui
Local: Estúdio YUCCA (de Bia Gueiros)
Endereço: Rua Barão de Jaceguai, 875 – Campo Belo, São Paulo – SP
Coquetel de abertura: 8 de agosto de 2026 (sábado), das 15h às 18h
Período de visitação: De 9 a 29 de agosto de 2026
Horário: Terça-feira a sábado, das 14h às 18h (visitação mediante
agendamento prévio)
Entrada: Gratuita
Informações e agendamentos (WhatsApp): (11) 98860-4133
Assessoria Imprensa: Gisele Faganello Lahoz
DO TEMA DA EXPOSIÇÃO
TEXTO CURATORIAL
Em Tom Maior: Veneza não é aqui
Com o título "In Minor Keys", a 61ª
Bienal de Veneza ocorre entre 9 de maio e 22 de novembro de 2026. A proposta é
de Koyo Kouoh, primeira mulher negra a ocupar a curadoria do evento. Ela
faleceu em maio de 2025 e, em comum acordo com a sua família, a Bienal manteve
o projeto como ela o deixou.
O título parte de uma metáfora musical, pois os
tons menores costumam estar ligados a composições mais introspectivas,
dissonantes ou comedidas na forma que se estruturam e se manifestam. A curadora
pensou o tema, portanto, na perspectiva de trabalhar com o que chamou de
“frequências sensíveis”.
A proposta deste projeto é pensar em sentido
inverso, entendendo a expressão "em tom maior" como metáfora que sai
da teoria musical para ganhar espaço no vocabulário do dia a dia. Se as escalas
menores costumam evocar melancolia, introspecção, mistério ou tristeza, as
maiores transmitem alegria e otimismo.
Falar ou agir "em tom maior" significaria
elevar a intensidade de uma situação de forma positiva, assertiva e vibrante,
com convicção, firmeza e entusiasmo. É uma postura em que a voz se faz ouvir de
maneira clara, solar e confiante, contagiando quem está ao redor.
Portanto, a ideia deste projeto é celebrar a vida,
com cores vivas, focando na grandiosidade das ações humanas. Viver "em tom
maior" significa escolher o otimismo como guia e focar nas soluções,
existindo de forma plena, aberta e luminosa, transformando a rotina em uma
melodia alegre e expansiva.
Em síntese, o conjunto desta exposição se dá em
"em tom maior", ou seja, vibrando alto, traduzindo visualmente a
sensação de peito aberto, energia renovada e certeza de que a trilha sonora da
vida, naquele momento, está tocando uma nota vibrante e brilhante.
Oscar D’Ambrosio
@oscardambrosioinsta
Pós-Doutor e Doutor em Educação, Arte e História da
Cultura, Mestre em Artes Visuais, jornalista, crítico de arte e curador.


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